terça-feira, 25 de outubro de 2011

A crônica esportiva de ontem e de hoje

Não sou uma pessoa de uma idade avançada, cuja grande vivência pudesse propiciar-me ver exemplares homens que compuseram no passado a nossa crônica esportiva. Porém, com 39 anos de idade, já tive a felicidade em ver o trabalho de exemplares figuras da crônica esportiva brasileira.
Posso citar como exemplo, o professor Ruy Carlos Ostermann, aliais, PROFESSOR com letras maiúsculas, cujo nome é digno de toda honra e respeito, não sou dos gaúchos como também de toda gente brasileira. Por sinal, cito mais dois gaúchos, esses fizeram seus nomes no Rio de Janeiro, João Saldanha e Luiz Mendes. O saudoso João Saldanha era conhecido pela alcunha de João sem medo, por ser corajoso nos seus comentários, não fazendo media com ninguém. Outro gaúcho ainda brilha no rádio carioca e talvez seja um dos mais admiráveis cronistas esportivos de toda história, Luiz Mendes, conhecido como o comentarista da palavra fácil, por traduzir para uma linguagem comum e de fácil entendimento, à análise do futebol. Aqui citei apenas três, pois o texto ficaria muito longo. Por acaso, os três são gaúchos, mas poderia citar tantos outros como exemplos de verdadeiros comentaristas ou cronistas esportivos. E hoje, o que temos? Comentaristas torcedores, impregnados por um bairrismo tolo e imbecil, sem saber separarem as suas paixões clubísticas do profissional. Coisa que até esse que vos escreve, mesmo não estando num contexto de blog profissional, sabe fazer. Você liga a TV ou o rádio e lá estão os comentaristas torcedores e seus comentários incoerentes, sem nenhum embasamento lógico ou independente. O que os move é o lado torcedor, que se fundamenta num anacrônico bairrismo. Tal fato também se estende a outras mídias. Que saudade dos tempos em que esperávamos o comentarista falar ou escrever para formarmos nossa opinião. E por falar em opinião, essa é a minha.
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5 Comentário(s)

5 comentários :

  1. Eu entendo seu ponto de vista PC, realmente é desagradável assistir jogos pela televisão ou rádio devido essa paixão bairrense de alguns comentáristas, acho que prova maior do que se fala é o rascunho de projeto de comentarista Neto, da Band, tudo o que fala envolve o Corinthians mesmo quando o Corinthians não está se quer no meio da história.

    Não gosto de ver jogos pela tv aberta ou fechada, para mim só muda os campeonatos, dias atrás um comentarista a ESPN ao responder um internauta fez a seguinte colocação: "Fulaninho deixe de torcer para esse time (Clube do Remo), se eu fosse vc torceria apenas para o Barcelona." Ou seja, passa dar maior valor algo do estrangeiro pq só podem transmitir aquilo, não é fora do comum encontrar hj jovenzinhos que falam: "sou torcedor do Cruzeiro e do Manchester United." Infelizmente acho isso deplorável.

    O papel do comentarista é ser imparcial, mostrar aquilo que se vê, quem está melhor e dar meritos a quem merece. Lembro em 2006, quando o Santa Cruz esteve pela última vez na Série A, Neto comentou que o Corinthians deveria fazer 3 gols em Recife já que o time do Santa era horrível (na verdade era, mas não se pode falar isso enquanto está diante um país inteiro) resultado, o Santa Cruz ganhou do Corinthians e quase 50 mil pessoas no Arruda mandaram ele justamente tomar sabemos onde. No dia seguinte quando ele fez o comentário no programa fala: "O Corinthians perdeu, jogou mal" e outra pessoa do programa responde: "Não, o Santa Cruz que jogou bem, anulou os principais jogadores do Corinthians e venceu."

    Por isso que quando quero ver meu time jogar vou para o campo seja aonde for pq se depender de comentarista não vai adiantar de nada, sempre vão puxar a sardinha para seus times.

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  2. Não sou apaixonada por futebol, mas entendo seu posicionamento. Já observei que não há isenção dos comentaristas. É fácil sentir seu entusiasmo por um lado ou outro quando, na verdade, não é essa sua função, naquele momento.

    Bjs.

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  3. Sou assídua espectadora e ouvinte esportiva. Pasmo-me com as brigas sem nenhum conteúdo, para cavar audiência, nivelando a zero a mentalidade do brasileiro. Se, homens... uns ex-jogadores sem nenhuma veia radialista ou jornalista (mais pra jornaleiros que outra coisa); se mulheres... umas deslumbrdas com maquiagem, cabelos esvoaçantes (à la marias chuteiras da vida) e à reboque vai o nosso grau de confiabilidade nos comentários tendenciosos. Difícil formarmos opinião com esses elementos! Fora isso tudo...ainda temos que aguentar os quilômetros de marketing... para o pagamento desses "profissionais apadrinhados"... Isso sem emendar para o Ministério de Esportes & Cia!!!
    Abraço, Célia.

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  4. Oi, Paulo, eu gosto de futebol, mas você tem razão, os comentaristas exageram e nota-se de que lado estão, tem um na Globo que é chato, só fala no "Ronaldinho Gaúcho', olha ele, olha o Ronaldo, vai...aff!!!
    Aquilo é um pé frio danado, seca o Brasil, ele pode secar o Flamengo(rs), mas o Brasil, não... nem meu Botafogo.
    Ah, me desculpa, li a sua entrevista e vc disse que era rubro negro roxo, FOI MAL.
    O João Saldanha eu não conheci, mas lembro pelo nome.
    Outra época, eu queria ter visto Garrincha jogar, hoje eu adoro o Neymar e o Loco Abreu, nada a ver, né.
    Penso como você.
    Gosto de ir ao Engenhão ver o jogo. É muito legal! E ver o jogo ali no Estádio, a gente sofre menos...pois é, temos companhia.
    Beijo da Mery*...*adorei sua entrevista, mas ñ lembro onde foi que li.

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  5. De futebol não entendo nada, mas que há falta de isenção dos comentaristas isso há, concordo plenamente com vc

    Beijos Paulo!

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