terça-feira, 17 de abril de 2018

Globo segue anos-luz à frente

Como emissora de televisão, em se tratando de canais abertos, a Rede Globo de televisão está anos-luz à frente das demais. É evidente que a emissora da família Marinho não tem mais a retumbante audiência do passado, e cá pra nós, nem poderia ter, afinal de contas, os tempos são outros. Contudo, a diferença entre a vênus platinada (Globo) e suas concorrentes ainda é gigantesca. Nada contra a liderança da Globo; fez e continua fazendo por merecer. Mas essa distância que separa a Globo das outras faz com que a gente diga que não há concorrentes para ela (Globo). Isso não é legal. Bom seria que tivéssemos emissoras com capacidade suficiente para, ao menos, não se distânciarem tanto da Globo. Quem ganharia com isso? O público e os profissionais desse mercado de trabalho. É aí que me vem a tristeza pelo fim da Rede Manchete de televisão em 1999. Essa, de fato, incomodou a Globo. Fazia um jornalismo que em termos de estrutura podia até não ser comparado a emissora fundada pelo jornalista Roberto Marinho, mas não ficava longe. Na história da teledramaturgia brasileira, por exemplo, coube a saudosa Rede Manchete o grande feito de ter produzido "Pantanal", a única novela a ganhar da Globo em audiência. A cidade cenográfica onde a Manchete realizava suas produções na área de teledramaturgia ficava em um enorme espaço no município de Maricá (RJ). No lugar da saudosa emissora fundada por Adolpho Bloch temos hoje a insossa Rede TV. E as outras concorrentes da Globo, quais são ou seriam? a Band (Bandeirantes) nunca se colocou no mercado como uma emissora que intencionasse galgar maiores posições. O SBT, do maior comunicador da televisão brasileira de todos os tempos, Silvio Santos, jamais quis se posicionar como concorrente da Globo. O próprio Silvio Santos já declarou isso inúmeras vezes. E a Record? Essa vem tentando ser nos últimos anos uma nova Globo e esquecendo de ser ela mesma. Outra coisa: o conceito de uma programação de rede me parece se aplicar apenas ao que desempenha a Rede Globo. A impressão que a gente tem assistindo as outras emissoras é sempre a mesma, de que elas falam para um único estado e sua capital. Por exemplo: assistindo SBT, Band, Rede TV ou Record, você percebe que os apresentadores se esquecem do fato de que estão em rede e não para São Paulo apenas, sede das quatro emissoras acima citadas. É por essas e outras que a Globo continuará anos-luz à frente. É a minha opinião.

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Lula preso

Aos contrários ao ex-presidente Lula e seus defensores quero dizer o seguinte: o ex-presidente não ficará preso por muito tempo. Mesmo tendo sido condenado a 12 anos e 1 mês de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro, não duvidem que ele esteja fora da prisão antes de outubro chegar. Creio que bem antes. A tempo, por tanto, de participar da campanha eleitoral, uma vez que não poderá concorrer à eleição, por conta de sua inelegibilidade. É a minha opinião. Outra coisa: inegavelmente, Lula é um líder popular muito carismático, adorado por tantos brasileiros. Odiado também, é verdade. Mas posso dizer que é mais adorado que odiado. Eis aí as pesquisas de intenção de voto para provar isso. Não é bobagem dizer que ele pode entrar na prisão agora como um injustiçado e dela sair "mandelizado" (um mártir), como bem disse outro dia o experiente e brilhante Ricardo Boechat na Rádio BandNews FM. E acreditem, o ex-presidente sabe disso. Em seu discurso no Sindicato dos Metalúrgicos, usando de outras palavras, ele parecia querer passar essa mensagem. Penso que é uma estratégia do Lula e do PT criar todo um simbolismo político com essa prisão. E mais, a própria justiça tem esse entendimento também. Ora, basta observar como a justiça conduziu a prisão do ex-presidente. Não vejo como exagerado o pensamento daqules que dizem que aos olhos do povo, na visão de quem o defende, a prisão poderá fazer de Lula um mártir. Parece maluquice isso, concordo, mas sua prisão, de maneira eufórica tão comemorada agora por aqueles que desejam vê-lo preso, pode torná-lo mais forte ainda. Muitos de nós vemos essa prisão como exemplo de verdadeira punição e de uma justiça implacável com quem se deixa levar pela corrupção. A impunidade, infelizmente, visceral no Brasil, sempre foi reinante aqui. Eu espero de verdade que um dia possamos virar essa triste página. Mas, voltando ao Lula, continuo: tão amado quanto odiado ou mais amado que odiado, fato é que o ex-presidente é uma figura política que precisa ser analisada não apenas a partir do olhar daqueles que o acusam. Para entender ou tentar entender toda essa relação amorosa e raivosa que lula provoca nas pessoas, eu diria que é preciso também analisá-lo a partir do olhar daqueles que o defendem, pois como sabemos, a figura política do grande líder petista gera paixão e ódio.

segunda-feira, 19 de março de 2018

Querem matar Marielle novamente

É de dar nojo a canalhice que andam inventando e sendo compartilhada por outros sobre a vereadora Marielle Franco ((PSOL), brutalmente assassinada com seu motorista, Anderson Gomes, na última quarta-feira (14). As pessoas que repassam essas inverdades que estão sendo ditas nas redes sociais a respeito de Marielle deveriam apurar antes de compartilharem. Não me refiro a posição política dela e de suas convicções. Por tanto, existirá quem concorde com ela e quem discorde. Mas as mentiras envolvendo a vida de Marielle como se verdade fosse, supera a irresponsabilidade, é pura canalhice. Um grande número de pessoas, por não gostarem do PSOL e de alguns de seus dirigentes, inventam as mentiras que estão se proliferando na internet sobre a Marielle. E assim agem essas pessoas como se fosse o PSOL o único partido fora das regras da boa política. Nenhum partido político neste país é conduzido de forma transparente; estabelecendo a verdade como princípio (nenhum). A exceção está justamente em alguns de seus membros, que conseguem conviver com os ratos, mas sem comerem do que eles (os ratos) se alimentam. Apesar da indecência dos partidos, posso garantir que há gente correta na nossa política. Infelizmente, também posso garantir que elas não são maioria, apenas exceções. Me parece que a Marielle é uma dessas boas exceções. É a minha opinião.

sábado, 17 de março de 2018

Mortes cruéis

O assassinato da vereadora carioca Marielle Franco na quarta-feira (14) causou comoção nacional, com repercussão mundial. Seu motorista, Anderson Gomes, que dirigia o carro alvejado pelos tiros que matou a vereadora, foi atingido e também morreu. Nas redes sociais vi pessoas publicarem diversas tolices sobre o assunto. Tudo isso, acredito eu, por detestarem o PSOL, partido de Marielle. Um desrespeito a família enlutada por uma terrível barbárie. Para mim, Marielle ter pertencido ao PSOL ou a qualquer outra sigla partidária que fosse, não pesa em minha análise sobre sua morte. Cada um tem o direito de ter suas posiçães políticas e ideológicas. Posso não concordar com elas, e devo até manifestar isso, mas debatendo ideias. O fato de uma pessoa defender um partido político, ter qualquer pensamento ideológico  diferente do meu, não me permite avaliar seu caráter. Se eu mesmo tivesse que avaliar meus amigos por seus partidos políticos, não teria mais amigos. Quando uma posição política ou ideológica de alguém cai no lodaçal da imoralidade, um juízo de valor é cabível. Não é o caso da vereadora que morreu de forma brutal e covarde na última quarta-feira. As mortes de Marielle Franco e Anderson Gomes, seu motorista, devem ser lamentadas. Devemos lamentar suas mortes cruéis como devemos lamentar neste Rio de Janeiro sem paz as mortes dos nossos policiais, crianças, idosos e de tanta gente inocente. A morte da juíza Patrícia Acioli em agosto de 2011, ela que combatia milícias, não mudou a triste realidade que até hoje vivemos. Pelo contrário, só piorou. Sete anos depois, outra mulher e também autoridade, a vereadora Marielle Franco, é assassinada de um modo muito parecido. O que as duas mortes têm em comum? Essas duas mulheres morreram porque combatiam e denunciavam as coisas erradas. Agora, em 2018, com a morte da vereadora Marielle Franco, se repete o que chamamos de atentado ao Estado de Direito. Se a morte de Marielle não servir para ser um divisor de águas, essa triste, dura e cruel ralidade continuará se repetindo. É a minha opinião.

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

A intervenção no Rio

O projeto de segurança pública no Rio, baseado nas UPPs, consagrou o depois revelado ladrão do erário Sérgio Cabral. Agora, uma vez mais, a segurança pública fluminense pode se tornar palanque para muitos políticos. Se a intervenção não apresentar os resultados que a população espera, o presidente Michel Temer estará morto políticamente como morto já está o companheiro de partido, o desgovernador Luiz Fernando Pezão. Mas, por outro lado, se o ato de intervir na segurança se mostrar benéfico para o Rio, Temer vai ficar muito bem na foto. Diz o dito popular que "filho feio não tem pai", porém, se na prática o decreto intervencionista do presidente lograr êxito, adivinha quem se apresentará como o pai da criança? Michel Temer, o próprio. Sou defensor da intervenção, pois penso que o governo, que na verdade prefiro chamar de desgoverno do Estado do Rio, perdeu a capacidade de gerir o Estado. Essa gente que governa o Brasil (MDB) e que já governava com o PT antes não merece de mim nenhuma confiança. É por isso que temo pela seriedade da coisa. Mesmo assim, não me coloco contra a decisão de intervencionismo no Rio. Sempre deixei claro aqui que não nutro simpatia pelo Temer, entretanto, para mim, o que importa é o que de bom possa surgir a partir daquilo que foi decidido. Espero que a intervenção possa ter o seu real propósito e não o de palanque eleitoral apenas. É o que quero crer, apesar de minha total desconfiança no presidente e seu grupo político.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Beija-Flor e Tuiuti

Pergunto eu: coincidência a pequena Escola de Samba Paraíso do Tuiuti com uma crítica social bem contextualizada ser a vice-campeã do carnaval carioca? E a campeã Beija-Flor, que de igual modo protestou contra as tantas mazelas que vemos e vivemos, sua conquista é também resultado de uma simples coincidência e nada mais? Não é coincidência. Como livre manifestação cultural que é, o carnaval prova com as vitórias da Beija-Flor e Tuiuti que ele não é um evento à margem de nossa realidade. De nossa triste realidade! Quem foi que disse que no carnaval o povo esquece os problemas que o aflige? A Beija-Flor de Nilópolis e a Paraíso do Tuiuti provam que não. Curioso é que diante de um carnaval de pouco dinheiro e em tempos de crise, a criatividade de quem faz o espetáculo acontecer talvez tenha proporcionado o melhor desfile
de escolas de samba dos últimos anos. É a minha opinião.

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

O Deus chacota de Duvivier

Não é opinião. É falta de respeito mesmo. O texto do comediante Gregório Duvivier, publicado pela Folha de S.Paulo, de opinião, nada tem. O texto no seu todo usa de pura chacota para falar de Jesus Cristo. Segundo o autor mesmo diz, "um baderneiro, comunista, defensor de bandido e prostituta.". Alguém que não acredita na existência de Deus deve ser respeitado por quem crer. E a recíproca deve ser verdadeira. A pessoa que entende que Deus não existe tem todo o direito de manifestar esse seu pensar. Contudo, procurar ridicularizar Cristo, comparando-o a um comunista e baderneiro, ou como fez em vídeo, onde retratou Deus como um velho bêbado e sádico, não é opinião. É desrespeito. Ao agir da forma como agiu, zombando de Deus, ele também zombou de quem nele (Deus) crer. Não posso dizer que pelo fato de ser ateu, Duvivier tenha agido assim. Tenho amigos ateus, pessoas que admiro e que muito aprendo com elas e que não concordaram em uma linha com o que escreveu Duvivier. Eu não tenho religião, mas creio em Deus. A qualidade de uma pessoa não pode ser avaliada considerando se ela tem uma religião, acredita em Deus ou não, mas pelo seu comportamento e ações. Conservar valores morais tão imprescindíveis ao ser humano é o que nos faz ter respeito pelo nosso próximo. Espero que Duvivier saiba disso, pois para mim, ateu não é nenhum problema, mas falta de respeito, com certeza é. É a minha opinião.

Números telefônicos de utilidade pública no Brasil

  • Delegacias Regionais do Trabalho - 158
  • Informações sobre oferta de emprego (Sine) – 157
  • Serviço Municipal – 156
  • Serviço Estadual – 155
  • Detran – 154
  • Guarda Municipal – 153
  • Ibama – 152
  • Procon – 151
  • Vigilância Sanitária – 150
  • Justiça Eleitoral – 148
  • Governo Federal – 138
  • Transporte Público – 118
  • Energia Elétrica – 116
  • Água e Esgoto – 115
  • Serviços ofertados pelas prestadoras dos Serviços de Comunicação Eletrônica de Massa – 106
  • Serviços oferecidos por prestadoras de serviços móveis de interesse coletivo – 105
  • Serviços ofertados por prestadoras de serviço telefônico fixo – 103
  • Defesa Civil – 199
  • Polícia Rodoviária Estadual – 198
  • Polícia Civil – 197
  • Polícia Federal – 194
  • Corpo de Bombeiros – 193
  • Ambulância – 192
  • Polícia Rodoviária Federal – 191
  • Polícia Militar – 190
  • Disque- Denúncia – 181
  • Delegacias especializadas no atendimento à Mulher – 180
  • Serviços de Emergência no âmbito do Mercosul – 128
  • Secretaria dos Direitos Humanos - 100