quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Fim da greve dos Correios e Bancos. E agora, cidadão?

Foto: G1
Definitivamente, o Brasil não respeita o seu cidadão. O episódio da greve dos Correios e dos bancos é um exemplo que pode dimensionar bem esse meu pensamento. As contas deveriam ser pagas na internet ou nas casas lotéricas, se bem que nem todas foram assim. Até aí, eu aceito, ok. Mas quantos foram aqueles que não conseguiram sacar dinheiro para quitar seus débitos? Pois havia restrições em saques nos caixas eletrônicos, limitando os valores para serem sacados. Pois bem, se quisesse não ter problemas com suas contas, caberia ao pobre cidadão, que não tem culpa nenhuma pelo fato dessas instituições entrarem em greve, procurar o fornecedor para que viabilizasse uma alternativa para o pagamento ou negociar a postergação da data de vencimento de sua dívida, caso não conseguisse honrar com suas contas pelos meios alternativos, acima citados. Essa greve prejudicou à quem? O país? Duvido! O grande prejudicado mais uma vez é o cidadão, sempre aviltado nos seus direitos, vilipendiado pelo poder público e afrontado nos seus anseios. Os nossos políticos ao menos deveriam fazer leis para proteger o cidadão desse tipo de situação. Num cenário de decência, o país teria a obrigação de livrar o cidadão de qualquer tormento em greves desse tipo. Não sou contra as greves, em absoluto. Ela é uma conquista do trabalhador, e com muita luta, diga-se de passagem. Mas o cidadão não pode ser o prejudicado com isso. O meu direito começa onde termina o do outro. Pelo menos o país deveria entender assim. Essa é a minha opinião. Lamentável, tudo isso. Esse é o resumo que faço. Nada mais acrescentar.
Comentário(s)
10 Comentário(s)

10 comentários :

  1. De acordo Paulo. Passa-se o mesmo por cá. As greves são um direito adquirido pelos trabalhadores nos regimes democráticos. Até aqui tudo bem. Agora salvo as greves gerais que param um País inteiro, todas as outras nunca prejudicam o País mas sim os outros cidadãos que precisam daqueles serviços específicos. Vejamos este exemplo. No Barreiro onde vivo, margem sul do Tejo, o grosso da população trabalha na capital na outra margem. As pessoas apanham um autocarro, e depois o barco, ou um autocarro e depois o comboio sendo que esta alternativa não é tão boa especificamente para a minha zona, mas é melhor para outros pontos como por exemplo Palmela ou Setúbal.
    As pessoas compram o passe para o mês inteiro. Se houver greves nos transportes, os milhares de pessoas que trabalham na capital não vão faltar ao emprego. Então ou vão no carro e tem que pagar gasolina, a 1.56 € o litro mais duas portagem de autoestrada (ida e volta)mais a portagem da ponte, mais o estacionamento na capital. Ou então tem que apanhar a camioneta privada até Almada e daí outra para Lisboa. Já vimos que com maior ou menor esforço ninguém nesta época falta ao emprego que está mais raro que agulha em palheiro. Logo o País em si não foi prejudicado. E as empresas de transportes foram? Claro que não. Pois se eles já tinham recebido o dinheiro dos passes no inicio do mês.
    Um abraço

    ResponderExcluir
  2. Plac... Plac... Plac... Em pé o aplaudo! O país pára nas greves, pára na corrupção, pára na desigualdade... mas tudo bem... para altos comandos nada interfere. Viajam. Discursam... Visam com olhos gordos novos postos eleitoreiros! E, o que nos resta? Externar nossa indignação apenas... pois tudo continuará sendo...
    Abraço, Célia.

    ResponderExcluir
  3. Pra ser sincera, algumas deixei, pois não conseguia contato, principalmente cartão de crédito. Paguei com o valor que entendia ser aproximado e depois faço os acertos. Provavelmente, juros exorbitantes sobre pequenos valores. Doações que faço por meio de boletos, ficaram para trás. As instituições, muito bem escolhidas, precisam do dinheiro, mas não havia como pagar. E a internet?? Todos têm acesso?
    As exigências do PROCON não vão beneficiar a maioria das pessoas, principalmente aqueles que enfrentam as maiores dificuldades na vida, e para quem, R$10,00 faz grande falta no orçamento.

    Bjs.

    ResponderExcluir
  4. Olá Paulo,
    Como você, entendo que a greve é um direito do trabalhador, pois é o único meio de que dispõem
    para obter um reajuste condigno aos seus rendimentos. Mas, sem dúvida, deveria ser criada uma medida no sentido de proteger o cidadão contra os desgastes provocados por este tipo de greve.
    No mínimo, isentá-los dos ônus decorrentes pelo atraso nos pagamentos dos respectivos boletos, permitindo, inclusive, a alteração dos valores
    diários permitidos para saques nos terminais bancários ou lotéricas.
    O povo, a final, sempre é o prejudicado.
    Grande abraço.

    ResponderExcluir
  5. É um alívio para a população em geral, pois são orgãos necessários para o andamento do sistema. Mesmo concordando com a greve deles, pois são trabalhadores que são massacrados por baixos salários e perdas, independente de ser público ou privado, precisam desse artifício para obter passívos trabalhistas e direitos omitidos. Infelizmente, tem o outro lado da moeda, a população que sofre com isso, mas é algo que não terá uma solução no qual a população não sofra.

    Paulo, amo os escritos do Pastor Ricardo Gondim, mesmo sendo pastor evangélico, ele está a anos luz da maioria de seus colegas de ministérios, é um homem sábio, inteligente, que sabe explorar e absorver a cultura de uma forma coerente. Ele tem alguns livros escritos e suas pregações são excelentes, sabe dosar Palavra de Deus com sabedoria e cultura popular sem ser profano. O site dele é: www.ricardogondim.com.br

    É só acessar lá e conferir um montão de textos dele, eu o acompanho desde 2005 e acrescentou muito pra mim.

    Abração pra ti.

    ResponderExcluir
  6. Olá querido César,

    Greve é um direito, que está na Constituição de qualquer país democrático, mas não pode prejudicar, o outro, o seu próximo.
    Os serviços mínimos têm obrigação e deveriam ser assegurados.
    Em Portugal, a situação é idêntica.
    Eu nunca fiz greve, nem sequer sou sindicalizada.
    Prefiro dialogar, me sentar à mesa das negociações e apelar para o entendimento e racionalidade.

    Agradeço. de todo o coração, as maravilhosas e ternas palavras, que deixou em meu blogue.
    Com o tempo, vão crescendo os afectos.
    Que bom, para ambos!
    Resto de boa semana.

    Beijos carinhosos de luz.

    ResponderExcluir
  7. Fala PC,
    E agora? É entrar na rotina novamente e aguardar a próxima greve, que parece ser dos aeroportos.
    Isso é Brasil, sempre complicando a vida da população e eles pouco se importando.
    Grande abraço e ótima quinta feira.

    ResponderExcluir
  8. Como diria o velho ditado: "a corda sempre arrebenta do lado mais fraco"...

    ResponderExcluir
  9. Oi Graças a Deus já acabou essa greve, ufa!!! não estava aguentando mais, gostei do blog! beijos

    ResponderExcluir
  10. Nem me fale! Tudo recai em da população, mandei uma encomenda pra USA já tem 15 dias e ainda está numa cidade vizinha a minha. Normalmente leva 13 dias para chegar no destino, essa pelo visto vai levar um mês. é o absurdo dos absurdos e sem contar que eles nem conseguiram o que almejavam. bjos.

    ResponderExcluir

Gostou do blog? Volte sempre que desejar. Dúvidas, sugestões, críticas ou qualquer outro assunto, entre em contato: detudoumpoucominhaopinião@yahoo.com.br

Números telefônicos de utilidade pública no Brasil

  • Delegacias Regionais do Trabalho - 158
  • Informações sobre oferta de emprego (Sine) – 157
  • Serviço Municipal – 156
  • Serviço Estadual – 155
  • Detran – 154
  • Guarda Municipal – 153
  • Ibama – 152
  • Procon – 151
  • Vigilância Sanitária – 150
  • Justiça Eleitoral – 148
  • Governo Federal – 138
  • Transporte Público – 118
  • Energia Elétrica – 116
  • Água e Esgoto – 115
  • Serviços ofertados pelas prestadoras dos Serviços de Comunicação Eletrônica de Massa – 106
  • Serviços oferecidos por prestadoras de serviços móveis de interesse coletivo – 105
  • Serviços ofertados por prestadoras de serviço telefônico fixo – 103
  • Defesa Civil – 199
  • Polícia Rodoviária Estadual – 198
  • Polícia Civil – 197
  • Polícia Federal – 194
  • Corpo de Bombeiros – 193
  • Ambulância – 192
  • Polícia Rodoviária Federal – 191
  • Polícia Militar – 190
  • Disque- Denúncia – 181
  • Delegacias especializadas no atendimento à Mulher – 180
  • Serviços de Emergência no âmbito do Mercosul – 128
  • Secretaria dos Direitos Humanos - 100