domingo, 12 de fevereiro de 2012

Portugal e a busca por dias melhores

Reprodução/Veja.com
Portugal tem dado claros sinais que não medirá esforços para estabilizar a situação de sua economia. O país manteve esta semana a tendência de queda nos juros, das obrigações do Tesouro no mercado secundário e na probabilidade de incumprimento da dívida soberana. Muito embora, algumas estatísticas sejam promissoras, elas ainda não conseguiram surtir efeitos positivos na população. Certamente, Portugal terá fôlego suficiente para superar as incertezas da atual realidade econômica e buscar sua estabilidade no mercado financeiro, tanto dentro, como fora do país. Diferente do que percebo na Grécia, vejo Portugal como um país mais cumpridor nas suas determinações. Não que isso falte, no caso da Grécia, pelo contrário, por certo há de haver. Ainda assim, é o momento de Portugal que diferencia os dois países. A confiança popular me parece ser o diferencial nesse sentido. Percebo nos portugueses uma vibração mais positiva para reverter o quadro atual. Essa é a minha opinião.
Contato: detudoumpoucominhaopiniao@yahoo.com.br
Comentário(s)
7 Comentário(s)

7 comentários :

  1. Paulo, meu querido amigo!

    Pauta excelente e muito pertinente!
    Pois bem, esperaremos que eles revertam a crise, por enquanto o quadro não é muito animador..., enfim, também concordo contigo, mas gostaria de ver a opinião de alguns blogueiros portugueses, vamos ver se aparece alguém para contar melhor sob a ótica do cidadão.

    Grande beijo e ótimo domingo!

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  2. Bom dia PC,

    Meu olhar se prendeu, se "grudou" na minha bandeira, na bandeira de meu país. Obrigada.
    Sofro de Nacionalismo, e por vezes, Exarcerbado, não deixando porém, de reconhecer defeitos e virtudes aos Portugueses, ao governo e ao sistema.
    Li seu texto linha a linha, com muita atenção, e em quase todos os aspectos você tem razão.
    Portugueses e Gregos, não depreciando estes, são povos e culturas, completamente diferentes.
    Os Gregos, sempre tiveram uma forma de viver, completamente, direi quase contrária à dos Portugueses.
    Creio ser à 3ª feira, que a partir das 13h não se trabalha na Grécia, claro à excepção daqueles serviços mínimos obrigatórios, caso dos hospitais.
    Mas por que " de carga de água" não trabalham eles 3ª feira à tarde? Já visitei a Grécia quatro vezes, mas mais no plano histórico, devido à minha formação académica e conheço um pouco do país e sua gente. Reformas de quatro mil euros, aos cinquenta anos!
    O povo grego, ainda não esqueceu, parece, que lhe está no sangue, que durante alguns séculos, um pelo menos, o século de Péricles, viveu, faustosamente, e teve de tudo, mas isso sucedeu no século V a.C. Estamos no século XXI depois de Cristo.
    O povo grego passa a vida nas esplanadas, bebendo, fumando, conversando e se divertindo.
    Mas vamos à situação portuguesa: Portugal, e à semelhança da Europa vive uma crise económica, que não é pioneira, visto já termos tido outras, em tempos anteriores (diz minha mãe, que um carapau tinha de dar para dois).
    Portugal está a abarrotar de estrangeiros, e diga-se, em abono da verdade, que fazem o trabalho, QUE OS PORTUGUESES NÃO QUEREM FAZER.
    Minha empregada é da Moldávia, porque não consegui uma Portuguesa.
    Claro, trabalhar para quê, com tantos subsídios sociais, é de baixo rendimento, é de famílias numerosas, é de reinserção, é de apoio a idosos, grávidas, deficientes.
    Serviço Nacional de Saúde era, Grátis, inteiramente. Digo era, porque agora alguns pagam uma ninharia. Pessoas com posses, e quando vâo a consultas de rotina, e que deixam nos parques de estacionamento do hospital, carros Audi, BMW, etc, refilam, refilam, porque, agora tem de pagar três euros. INCRÍVEL!
    Fui há dias ao hospital, e me preparava para pagar aquela taxa obrigatória, pois não paguei, porque sou diabética. Claro, que haverá gente diabética, que não pode pagar, mas eu e muitos podemos.
    Os toxicodependentes têm seringa, agulhas e tudo de que necessitam para se injectarem. Basta entrar em qualquer farmácia e até têm prioridade, para não entrarem em ressaca.

    OS PORTUGUESES SE HABITARAM A VIVER MUITO ACIMA DAS SUAS POSSIBILIDADES.


    O actual governo tem estado a tomar medidas, que não são populares, mas é necessário arrumar a casa, pôr ordem, um pouco de ordem no sistema.
    O governo português tem estado a cumprir, na íntegra, os timings, que a Troika exige, e têm sido muitos os parabéns, o reconhecimento, que nosso governo tem recebido e tido, por parte de outros países.
    Não se poderia continuar a viver, do mesmo jeito. Ter é importante, é vital, mas esbanjar é impróprio, é "pouco católico", direi.
    Portuigal vencerá essa crise, como venceu já outras bem piores.

    Estávamos precisando de uma mão de ferro, mas em Democracia, não dá, não deve ser.

    Os Brasileiros se baseiam nos midia, com é natural, mas nem tudo o que se diz é verdade.
    Portugal é um dos países mais seguros do mundo, gente ordeira, de "brandos costumes", e que obedece à polícia.
    Claro, que temos casos, como o de Duarte Lima, que se aproveitaram ou não, da boa fé dos brasileiros, nesse caso de uma senhora brasileira.

    MAS, HÁ, SEMPRE, UMA CARTA FORA DO BARALHO.

    Minha querida amiga Cecília, e não querendo fazer do blog do Paulo, uma troca de correspondência, entre nós, mas de opinião, de esclarecimento, aqui deixo o meu depoimento, que é totalmente verdadeiro e nada tendencioso.

    Bom Domingo e boa semana.
    Beijos de muita luz portuguesa.

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  3. Li atentamente o seu post. Li também o comentário anterior. E então aqui a minha opinião. Em Portugal fomentou-se na opinião publica uma noção de que o País agora era um País rico. As ajudas económicas vindas da União Europeia após a nossa entrada na C.E.E. ajudaram a passar essa ideia. O povo vinha de uma longa travessia de 50 anos em que tudo faltava. A democracia era uma criança e a menos que as crianças sejam superdotadas, elas sempre fazem asneiras.Como vocês dizem, quem nunca comeu melado, quando come se lambuza. Uma grande faixa etária do povo entrou em euforia, e como as facilidades de crédito eram grandes, e o futuro seria de rosas já que o País agora estava rico gastou mais do que devia. O mesmo aconteceu com o Governo. Fizeram-se obras, umas necessárias e outras pura ostentação como um aeroporto em Beja que está às moscas, e todas essas obras derraparam sempre para o dobro ou triplo do orçamento inicial. Entretanto não se acautelaram as quotas de pesca, nem na agricultura, passámos a comprar grande parte daquilo em que até aí foramos auto suficientes. Isto é um lado da questão. Outro é aquele em que existem quase 2 milhões de pessoas entre os 60 e os mais de 100 anos cuja maioria tem uma reforma de 180, 230 e 250 € as únicas que receberam aumento este ano, e que estão numa situação aflitiva. Porque os impostos, especialmente o IVA é cego, e quando se compra uma coisa, ou se paga a luz, o gaz, e a água, os 23% tanto dão para o que ganha milhares como para quem ganha os 180€
    Depois há uma grande faixa de jovens que tem atualmente uma vida muito difícil. Porque foram influenciados a comprar casa e agora muitos não a conseguem pagar, ou porque perderam o emprego, ou porque com o aumento de custo de vida não dá. Daí que de ano para ano baixa a natalidade e Portugal é hoje um País maioritáriamente velho, e diga-se em abono da verdade o futuro dos velhos é a morte. Daí que me sinta muito triste ao pensar que quem sabe daqui a 50 anos Portugal terá deixado de existir.
    Quanto ao SNS gratuito não é bem assim, já que existem as taxas moderadoras. Consultas no hospital atualmente são de 20€ para os não isentos. O problema realmente é que há muita gente que ganha muito que é isento. As doenças crónicas estão isentas independentemente de quanto se recebe. Não acho bem. Há tanta gente que precisa ir a uma consulta lá e não vai porque a sua doença não sendo crónica não é isenta e não tem dinheiro para a consulta. Outos que teen reformas de 4 o 5 mil euros que teen diabetes ou asma ou sei lá outra qualquer doença crónica e não pagam.
    Um abraço e resto de bom Domingo

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  4. O mundo está na corda bamba. Não é pessimismo é o que vemos. A tendencia é a globalização, unificação geral. Depois... Leia a Bíblia..rs

    Abraço

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  5. meu amigo paulo,
    ao que parece, o esforço português tem vindo a surtir efeito paulatino até por haver bons indicadores de cumprimento de critérios estabelecidos pelo fmi, ainda que com um duplo custo: por um lado, a precarização da economia portuguesa, que está asfixiada por medidas essencialmente viradas para a contenção e não para o investimento; por outro lado, a forma brutal e até insensível como o governo impõe a austeridade, que começa a deixar famílias inteiras em (pré-)colapso. o mais grave de tudo, o despudor com que se trata as pessoas; a última do primeiro-ministro: apelar aos portugueses que não sejam piegas. é fácil não se ser piegas na sua situação...

    um abraço!

    p.s. ontem houve uma manifestação interssindical em lisboa. ao que parece, a mobilização foi extrema.

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  6. Tenho muitos amigos portugueses e adoro Portugal, terra do meu pai, sempre acreditei na força deles, não sou especialista pra falar sobre o assunto, mas parece que estão mais esperançosos.
    Aleluia, e que Deus os proteja e a nós também, que recebemos o nosso salário e vai grande parte para os bolsos dos governantes. Aff!
    Bjs

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  7. Oi PC!
    Ah fico muito agradecida por, mesmo na correria, você aparecer aqui quahndopossível para dar um "olá". No post anterior do blog falei sobre o 3D.Talvez vc gostaria de comentar!
    bjs

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