sábado, 27 de outubro de 2012

A criminalidade nasceu da omissão do poder público

A onda de violência que assola São Paulo, como também já ocorreu e que, provavelmente, ocorrerá novamente em outros lugares do Brasil, é o resultado de uma série de fatores que, somados, contribuíram para a proliferação do crime organizado no país. Quando coloco que essa onda de violência que atinge São Paulo, já ocorreu e, provavelmente, voltará a ocorrer em outros lugares, quero com isso dizer que, tal situação, apenas se repete. Ontem foi com o Rio de Janeiro, hoje é com São Paulo, amanhã pode ser com Belo Horizonte, depois pode ser o Rio novamente, Salvador, Manaus e, assim, por diante. Isso para citar apenas as capitais. Analiso a coisa dessa maneira por entender que não existe por parte do governo federal, uma política de segurança capaz de mudar isso. E como vemos; a questão se repete sempre. Só mudam os cenários (cidades). Nossas fronteiras, por onde entram os armamentos que estão em poder dos criminosos, não dispõem de segurança suficiente, em condições de impedir que essas armas entrem no país e cheguem nas mãos de traficantes. Esse é um daqueles fatores somados, como disse acima, que contribuíram com toda essa onda de criminalidade que vemos hoje. E assim, ao longo de décadas, os traficantes foram surgindo com grande força e constituindo esse poder paralelo. Montaram seus exércitos e criaram suas próprias leis. E os governantes, o que fizeram ao longo desse processo? Em realidade, nada. Nunca deram o devido tratamento a essa questão. E o resultado disso; cidades divididas. O tráfico de drogas no Brasil, em grande parte, sempre se caracterizou por ações de grupos armados, estabelecidos em áreas carentes das nossas cidades, que durante anos foram abandonadas pela omissão do poder público. Em 2006, a facção criminosa que atua em São Paulo, organizou um ataque simultâneo no estado, atacando policiais em serviço e de folga. Como perguntar não ofende, eu pergunto: mudou alguma coisa depois disso? Me parece que a realidade diz que não. Acabar com a criminalidade em qualquer lugar do mundo é uma utopia, mas por fim a sua prepotência e afronta é possível. Essa é a minha opinião.
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6 Comentário(s)

6 comentários :

  1. Apreensivos ficamos todos. Afinal, contribuimos com o "impostômetro" e muito pouco vemos em termos de retorno, principalmente quanto à segurança pública. Nós, atrás das grades... eles, afrontando-nos! Medo é o que nos resta. E, saiba, meu caro amigo, que aqui pelo interior também já vivemos sob o "signo da criminalidade"... Já deixou de ser apenas nas capitais!
    Abraço, Célia.

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  2. Como sempre, comenta algo encantador no meu espaço!!

    E sabe, eu nunca fui ao brasil, é bom saber o que se passa por aqui..mas isto arrepia-me :s

    Beijinhos e bom fim de semana rico de alegrias,
    Pensando com Arte!

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  3. Não é utopia...
    "Tolerância Zero e ponto; há muitos interesses nessa questão d a criminalidade...(?) Uma cidade como o Rio de Janeiro, onde o turismo é a prioridade "não tem segurança... Seria preciso mais "investimento" e o Governo é omisso "leis brandas "policiais corruptos e tal... Eu fico sem palavras porque isso me toca profundamente. Vejo a realidade e "eles" ficam tapando o sol com uma peneira.
    Paulo, uma boa noite pra ti*
    beijinho

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  4. Oi PC
    Muito bom o seu post, e concordo plenamente contigo, enquanto não houver vontade política, a criminalidade sempre vai ganhar, e a sociedade sempre vai perder. Obrigada pelo carinho no meu blog, e pelo carinho no site do Cheng, fiquei emocionada!
    Bjão. Fique com Deus!

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  5. Oi, PC. O problema é que os governantes usam medidas paliativas e não contundentes, tapam um buraco aqui e surge outro ali...lamentável a violência no Brasil. Um abraço!

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  6. Olá, amigo Paulo César!
    Sou apartidário e apolítico, mas percebo que o governador Geraldo Alckmin sempre relaxa na segurança pública, pois, lembro-me muito bem de quando saiu da última vez do governo para se candidatar a presidente: deixou São Paulo entregue a gangues, quadrilhas, esquadrão da morte e o famigerado PCC. Ao ser eleito, comentei para amigos que tudo isso iria voltar. Dizem que é pusilâmine. E agora eu os relembro.
    Lembrei-me desta frase que vem a calhar bem aqui:
    "Para que o mal triunfe basta que os homens de bem fiquem de braços cruzados".
    (Edmund Burke)

    Abraços.

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