quarta-feira, 15 de junho de 2011

Violência no campo, uma realidade distante daquilo que se poderia imaginar um dia

A violência nas grandes cidades ao longo dos anos tem sido uma realidade que ao nosso cotidiano foi incorporada e de certa forma, não digo aceitada, mais suportada, isso diante da cruel realidade que nos cerca. Agora uma outra realidade parece querer se incorporar nos dias atuais, a violência no campo. Se antes a imagem que tínhamos da zona rural era de serena, calma, tranquila e pacata vida, uma nova realidade nos assusta, a violência. Essa violência que antes era coisa tão distante para o cidadão do campo, agora ele convive com ela bem perto. Cada vez tem aumentado e de maneira assustadora o número de assassinatos. Vários são os fatos ocorridos. Só para citar o mais recente, em pouco menos de um mês depois que quatro ativistas ambientais foram mortos no Norte do País, Obede Loyla Souza, de 31 anos, casado e pai de três filhos, trabalhador rural, foi assassinado no Pará, no dia 9/06. Segundo informou a Comissão Pastoral da Terra (CPT), ligada à Igreja Católica, Obede foi morto com um tiro no ouvido e seu corpo encontrado perto de uma área de exploração ilegal de madeira da região. Até agora não se sabe quem foram os autores ou autor do bárbaro assassinato. Talvez vocês se recordem no que ocorreu no fim do mês de maio quando quatro ambientalistas foram assassinados, três no Pará e um em Rondônia, uma brutalidade. Pois bem, segundo a Comissão Pastoral da Terra (CPT), cerca de mil pessoas estão ameaçadas em meio a toda essa onda de violência. Só para se ter ideia da tamanha gravidade, no dia 03/06, a presidenta Dilma Rousseff convocou uma reunião de emergência onde foi discutido o assunto. Dima ouviu os governadores do Pará, Simão Jatene, do Amazonas, Aziz Elias, e de Rondônia, Confúcio Moura. Nessa mesma reunião estavam os ministros, da defesa, Nelson Jobim, da justiça, José Eduardo Dutra , da Secretaria de Defesa e dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho e do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence . No fim desta mesma reunião, a presidenta Dilma ordenou o envio de homens da Força Nacional de Segurança ao Pará. Os soldados chegaram no Estado no dia 07/06 e permanecerão lá por tempo indeterminado, segundo as autoridades brasileiras. Esse é o tamanho do problema minha gente, a violência, quem imaginária, chegou no campo. Eu pergunto a vocês, onde é que vamos parar?
Comentário(s)
6 Comentário(s)

6 comentários :

  1. A violência é terrível, meu amigo. E o mundo
    está muito violento. Aqui, em Portugal, a
    noite passada para tentarem retirar o dinheiro
    de uma caixa multibanco rebentaram com o
    edifício de uma Junta de Freguesia e perdeu-se
    toda a documentação da mesma. Ardeu tudo.
    Já viu a que ponto se chegou.
    Bj.
    Irene

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. Infelizmente,a violência abrange qualquer área.Ainda mais no campo,ultimamente virou bang bang.Quem está indo contra os interesses dos poderosos latifundiários,está correndo grande risco de morte.E o pior,não estão tomando medidas eficazes para por fim a essa situação,estão querendo tapar o sol com a peneira.
    Sempre é uma gratificação pessoal poder estar comentando aqui.Parabéns pelos posts,sempre atuais e bastante informativos.Muito conteúdo para um espaço só,hein?
    Bjão,PC!Dani.

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  4. Oi Paulo!
    Ah eu também amo cachorros! Tive um husky siberiano que já faleceu..mas ualquer dia posto algumas fotinhos dele no blog ^^. Depois dele não pretendo ter mais nenhum porém isso não diminui o fato de eu gostar tanto de cães.
    Sim, os animais sabem o que é amor e considerçaão de uma forma que os humanos são incapazes de aprender. Em Para Sempre ao Seu Lado eu acho mais emocionantep or conta do fato real. Não tive coragem de assistir Marley e Eu pois sei que irei chorar demais e relacionar a perda do meu cão (minha irmã caiu em prantos quando assistiu) mas acho a história de Hachiko mais bonita por conta de ele ter dedicado sua vida em esperar o dono.
    bjs e obrigada por sua presença no blog!

    E sobre seu post..foi-se o tempo em que o interior era um lugar tranquilo...

    http://www.empadinhafrita.blogspot.com

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  5. Oi Paulo, tudo bem?
    Primeiro, quero te agradecer pela presença lá no meu blog. Muito obrigada!
    Quanto ao seu post,
    essa realidade de violência no meio rural, não é de hoje, que diga mesmo a Pastoral da Terra, que faz regularmente, ainda hoje, manifestações pacíficas cristãs, como a Romaria da Terra, que já tive o prazer de participar para fazer, na época, anos 80, matéria para o jornal estudantil. Esse tipo de evento, sempre é uma reposta, mesmo que pequena, a esse tipo de violência, pois é um espaço de debate com o homem do campo.
    Grande abraço! Excelente matéria!

    Humoremconto
    http://anaceciliaromeu.blogspot.com

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  6. Poxa Paulo, antigamente tínhamos a ideia de que no campo a coisa era mais pacada, que as cidades de interior eram verdadeiros oasis de paz e tranquilide, mas infelizmente essa praga de violência já se infiltrou em todos os lugares, não existe mais lugar tranquilo. É triste constatarmos isso, mas a coisa só tende a piorar.

    Abração pra ti.

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