sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Eloá, de sua morte ao julgamento de seu assassino

Foto: R7.com
E finalmente terminou na noite de ontem (16/02) o julgamento de Lindemberg Alves, que de acordo com a decisão dos jurados, é o culpado pela morte da adolescente Eloá Pimentel, de 15 anos; crime ocorrido em outubro de 2008, em Santo André-SP. Para mim, nenhuma surpresa; a condenação era óbvia. Se existia alguma dúvida, ela pairava em torno da duração da pena, que por fim, foi proferida pela juíza Milena Dias. Lindemberg foi condenado a 98 anos e dez meses de reclusão, em regime inicialmente fechado, não podendo recorrer em liberdade. Cabe aqui uma observação: de acordo com a lei brasileira, mesmo com a pena estipulada em 98 anos e dez meses de reclusão, Lindemberg não poderá ficar preso por mais de 30 anos. Infelizmente, sua condenação não trará de volta a vida da Eloá, mas de alguma forma, embora para quem perde um filho, nada sirva de consolo, a sensação de que foi feito justiça, serve de algum alento nesse momento; principalmente para uma mãe despedaçada e arrasada pela maior de todas as dores, a perda de um filho ou uma filha, no caso da mãe da Eloá. Uma menina linda e com um futuro cheio de boas possibilidades, mas que teve sua vida interrompida por uma mente assassina e covarde, deixando no coração de sua mãe e familiares, uma dor indescritível. Minha solidariedade, carinho e respeito para com a mãe e familiares da jovem Eloá, como também a sua memória. Gostaria de lamentar também aqui, a espetacularização em que se tornou em alguns momentos esse julgamento, onde muitos queriam aparecer para se promoverem, buscando publicidade pessoal. Entretanto, prefiro abordar sobre isso numa outra oportunidade que tiver. Afinal, o que devemos nesse momento é continuarmos solidários a dor dos familiares da Eloá, mas sobretudo, de respeitar a sua memória. Essa é a minha opinião.
Contato: detudoumpoucominhaopiniao@yahoo.com.br 
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8 Comentário(s)

8 comentários :

  1. Infelizmente, processos da natureza demoram demais e, quando dos julgamentos, notadamente juri popular, a mídia traz tudo de volta e nos satura com os fatos. Entendo que bastaria menção ao procedimento e informação sobre seu resultado. As famílias das vítimas ficam expostas sem necessidade. Sem contar o que mencionou, os minutos de fama que alguns buscam, incansavelmente. E as possibilidades de uma detenção não corresponder à totalidade da pena.

    Bjs.

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  2. A justiça deveria ser feita SEMPRE, independente de haver mídia por toda parte ou mídia alguma noticiando. Juízes e advogados devem pensar friamente, através de provas e fatos. Os 98 anos, acredito, foram pra garantir os 30 anos de cadeia. Há muita coisa que precisa ser mudada na lei pra e, principalmente, em sua aplicação.
    Excelente post: explicativo e sintético. Parabéns!
    Beijo e sucesso!

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  3. Realmente, Paulo César... nada cicatrizará a dor dos familiares. De ambos os lados: da assassino e da assassinada. Terrível deve ser perder-se um filho para as grades; assim como perder uma filha para uma morte estúpida como essa! Resta-nos a reflexão e o cuidado com os nossos familiares, como pai e mãe assumidos que somos. A mídia, oras... vive disso... o marketing da infelicidade alheia é o que lhe dá maior audiência, e os incautos e desvalidos da fama por causa "nobre" aproveitam-se do momento para a "glória" ainda que às custas do sofrimento alheio.
    Abraço, Célia.

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  4. Meu querido amigo Paulo, estou totalmente de acordo com o seu
    texto. Nada mais posso acrescentar.
    Beijinho
    Irene

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  5. Paulo, querido amigo!
    É tanta injustiça que se vê dentro da "justiça" que nem sei bem o que dizer, mas adorei o comentário da Marilene, até porque ela é advogada e tem uma visão bem interessante.
    Amigo, te convido a ler meu post atual, que além de ter uma homenagem à minha filha, tem um aviso a todos amigos!
    Grande abraço!

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  6. Paulo, meu querido.

    Espero que essa atribuição de pena seja condição para se reprimir as mortes de outras Eloas. Que a justiça seja a cicatriz da dor.
    Bom feriado!

    Lu

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  7. paulo, meu caro amigo,
    leio com especial sensibilidade este teu post até por estarmos a ser varridos, cá em portugal, por um crime hediondo que ocorreu há dias em beja, onde um sujeito pôs termos à vida da mulher, da filha e da neta, acabando, já em detenção, por se suicidar.
    duas notas: a da extensão das penas (98 anos? em portugal o máximo é 25, creio!!!); a das circunstâncias - no caso de beja, o indivíduo tinha anteriormente tido problemas judiciais que exigiram perícias clínicas que apontavam para problemas graves de natureza psiquiátrica; os tribunais desvalorizaram o diagnóstico e o cenário acabou, alguns anos mais tarde, por ser pior do que o descrito por dante. crime e castigo? inocência e culpa? responsabilidade e inimputabilidade?

    um forte abraço!

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  8. Oi Paulo,

    Confesso que fiquei saturada com o destaque que a mídia emprestou ao caso.
    Nenhuma pena aliviará a dor da mãe de Eloá, mas a condenação do Réu fortalece o sentimento de que a justiça se cumpriu.
    Somente espero que a pena (a se considerar efetivamente 30 anos) não venha a ser reduzida em grau de recurso
    ou por outros permissivos do nosso arcaico Código Penal.

    Grande abraço.

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