sábado, 25 de fevereiro de 2012

Protestos no Afeganistão

Foto: Agência Reuters
Tenho acompanhado com enorme pesar os protestos que ocorrem no Afeganistão por causa da profanação de exemplares do livro sagrado dos muçulmanos, o Alcorão, em uma base militar da Otan. Toda nação é soberana, ou pelo menos deveria ser, e isso deve ser respeitado. No entanto, é inaceitável a ideia que no mundo atual, totalmente globalizado, se cometa tantas barbaridades e atrocidades, como vemos em muitos países; numa total violação dos direitos humanos. Detalhe; aqui não vai nenhuma crítica ao Afeganistão na sua cultura, religiosidade e muito menos nos protestos que fazem, mas sim, na maneira como fazem. Minha crítica na realidade é direcionada para os Estados Unidos, que por sinal, através de seu presidente, Barack Obama, pediu desculpas por meio de uma carta enviada ao presidente afegão Hamid Karzai pela queima não intencional, segundo o governo americano, dos exemplares do Alcorão, fato que ocorreu na principal base aérea da Otan em Bagram, ao norte de Cabul. O que condeno, quando cito o Afeganistão, é a forma violenta e sangrenta desses protestos; o que não isenta, a meu ver, os Estados Unidos de sua culpa, mesmo alegando que não houve intencionalidade na sua ação. Essa é a minha opinião.
Contato: detudoumpoucominhaopiniao@yahoo.com.br
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5 comentários :

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Existem algumas questões culturais, como foi bem colocado por ti, inclusive, essas questões culturais são diretamente envolvidadas com a política. Os Estados Unidos por exemplo, metade do seu estado pertence aos Xiitas, s enão me engano, talvez, também, por isso esse impasse e intervenção com os sunitas e o povo do oriente. Aqui no Brasil existe intolerância religiosa e política, porém as coisas andam maqueadas, pois vivemos a dualidade cartesiana do ocidente. Lá, nem sempre a guerra é motivo 100 por cento de agonia. É díficil compreender o pensamento Oriental, eles unem as esferas extremas. E, Os Estados Unidos Da América, querendo ou não querendo, melhor, às vezes disfarçando não querer, põe lenha na fogueira, pois está mais que diretamente associado à esses orgãos e uniões da vida, que nos passa a ideia de pacificação, quando na verdade não é bem isso o que fazem.

    Muito legal a sua matéria.
    Ainda não tinha refletido sobre isto!
    Adoro os seus comentários no meu Blog.
    Volte sempre!!!

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  3. A verdade é que "fundamentalismos religiosos" nunca chegaram a um bom termo! Briga-se, mata-se por papéis... tudo bem que historicamente, sagrados, mas e o humano, não teria um valor maior nisso tudo? O envolvimento político-religioso é desastroso, sempre e, em qualquer situação pela falta de bom senso. Reza-se e mata-se desde longa data! Incoerente, no mínimo! Essa é uma reflexão pra muitoso posts, caro Paulo César! Sempre provocante.
    Abraço, Célia.

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  4. paulo, caro amigo,
    só agora me permito regressar à blogosfera, depois de uns dias de ausência que me consenti; nem internet tinha, vê lá tu. mas fui acompanhando alguns dos casos que tu, com olhar clínico, captas e sufragas à tua e nossa opinião. este é um deles. incomoda-me sobremaneira a sucessão de atropelos a que os eua, ainda que de modo fulanizado - normalmente soldados seus - se sujeitam nos últimos tempos, e que indiciam um certo desrespeito pelos direitos e liberdades humanos; incomoda-me, ainda, que os seus líderes não tenham forma de controlar isso, tantas e tão repetidas são as ações e os escândalos; ainda mais me incomoda se tivermos em conta que estão mais expostos que qualquer outra nação, muito por força da visibilidade que ganham em ações nem sempre consensuais, quanto mais unânimes. mas ainda mais me incomoda a violência que alguns veem como arma única de fazerem ouvir a sua voz, violência essa que tendem a associar a outra forma de brutalidade: a generalização discricionária. enfim...

    um forte abraço!

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  5. Para mim é muito difícil entender certas coisas. Por exemplo.Se acredito e defendo que cada país deve ser livre e devemos respeitar as suas tradições, como posso aceitar que se apedrejem mulheres até à morte, que se executem homens pelas suas crenças ou que se promovam casamentos entre homens e meninas? Não consigo encarar estas e outras coisas como tradições naturais de um povo. Mas também não posso entender que soldados dum país que se diz libertador cometa tantas atrocidades para com aqueles que devia libertar. E não me refiro apenas à queima do Alcorão, mas a todas as outras desde há décadas.
    Um abraço e bom Domingo

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