segunda-feira, 10 de novembro de 2014

A existência de um país chamado favela

A ideia de que a favela é o quartel-general da criminalidade e sinônimo de caos social está sendo derrubada com o livro, “Um País Chamado Favela”. O livro é resultado de um estudo completo e rico em detalhes a respeito das favelas brasileiras, um documento revelador que nos permite observá-las de um modo como nunca fizemos. Não é uma obra fictícia, mas da realidade. As favelas representam hoje, revela o estudo, um mercado consumidor maior que os de Paraguai e Bolívia somados. O que compreende uma população de 12 milhões de pessoas que, se fosse um estado, seria maior que o Rio Grande do Sul. Importante dizer; dos pesquisados, 94% se declararam felizes. Na virada de 2013 para 2014, a média de idade dos moradores das favelas era de 29,7 anos; no Brasil, 33,1 anos. Esse importante levantamento foi realizado em 63 favelas de 35 cidades do país. Para se ter uma ideia, se fosse um estado da federação, seria o quinto maior. As favelas na sua maior parte, de acordo com o estudo, estão em regiões metropolitanas, o que representa 89% delas. O estudo também mostra que elas são um fenômeno das grandes cidades. Seus habitantes são formados por negros e jovens na maioria. Os autores do livro, Renato Meirelles e Celso Athayde, desmistificam a favela na forma como a vemos atualmente. Para quem já leu ou vai ler o livro, a favela como tem sido enxergada até aqui, passará a ser observada com um olhar menos preconceituoso e com mais compreensão a respeito delas. Em dez anos, a renda dos moradores das favelas cresceu 54,7%, enquanto que a nível nacional, no mesmo período, a renda cresceu 37,9%. Saltou de 1.172, em 2003, para R$ 1.616, em 2013. As favelas hoje respondem por dois terços da chamada classe C do país. Elas compõem um mercado que ao final de 2014 já terá consumido algo em torno de R$ 64 bilhões. O livro "Um País Chamado Favela" revela a existência de um país à parte no Brasil, as próprias favelas. Um “país” viável sobre o ponto de vista econômico e social, com uma enorme potencialidade de crescimento e perfeitamente administrável. É a minha opinião.
Comentário(s)
2 Comentário(s)

2 comentários :

  1. Olá, Pc, como vai?
    Muito interessante essa iniciativa para diminuir preconceitos. Esses dias eu estava dando aulas de geografia, e um menino disse que morava na favela. Os outros se entreolharam. Então falei, "não há problema nenhum nisso, não"? Ao que ele respondeu, "não tinha, eu gosto, tem mais crianças para brincar". Expliquei o que caracterizava as favelas e que haviam muitas pessoas de bem que moravam e que mereciam respeito.
    Penso que toda a oportunidade de mudar o foco das pessoas sobre tudo o que gera preconceito é válida. Um abraço!

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