sábado, 17 de março de 2018

Mortes cruéis

O assassinato da vereadora carioca Marielle Franco na quarta-feira (14) causou comoção nacional, com repercussão mundial. Seu motorista, Anderson Gomes, que dirigia o carro alvejado pelos tiros que matou a vereadora, foi atingido e também morreu. Nas redes sociais vi pessoas publicarem diversas tolices sobre o assunto. Tudo isso, acredito eu, por detestarem o PSOL, partido de Marielle. Um desrespeito a família enlutada por uma terrível barbárie. Para mim, Marielle ter pertencido ao PSOL ou a qualquer outra sigla partidária que fosse, não pesa em minha análise sobre sua morte. Cada um tem o direito de ter suas posiçães políticas e ideológicas. Posso não concordar com elas, e devo até manifestar isso, mas debatendo ideias. O fato de uma pessoa defender um partido político, ter qualquer pensamento ideológico  diferente do meu, não me permite avaliar seu caráter. Se eu mesmo tivesse que avaliar meus amigos por seus partidos políticos, não teria mais amigos. Quando uma posição política ou ideológica de alguém cai no lodaçal da imoralidade, um juízo de valor é cabível. Não é o caso da vereadora que morreu de forma brutal e covarde na última quarta-feira. As mortes de Marielle Franco e Anderson Gomes, seu motorista, devem ser lamentadas. Devemos lamentar suas mortes cruéis como devemos lamentar neste Rio de Janeiro sem paz as mortes dos nossos policiais, crianças, idosos e de tanta gente inocente. A morte da juíza Patrícia Acioli em agosto de 2011, ela que combatia milícias, não mudou a triste realidade que até hoje vivemos. Pelo contrário, só piorou. Sete anos depois, outra mulher e também autoridade, a vereadora Marielle Franco, é assassinada de um modo muito parecido. O que as duas mortes têm em comum? Essas duas mulheres morreram porque combatiam e denunciavam as coisas erradas. Agora, em 2018, com a morte da vereadora Marielle Franco, se repete o que chamamos de atentado ao Estado de Direito. Se a morte de Marielle não servir para ser um divisor de águas, essa triste, dura e cruel ralidade continuará se repetindo. É a minha opinião.
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