domingo, 25 de setembro de 2011

Mais um caso sangrento de violência e morte em escola

Confesso que como cidadão estou muito preocupado com o futuro das nossas escolas. Não refiro-me a questão estrutural da educação, esse é um drama. Mas não é isso que me inquieta no momento. Violência, esse parece ser o drama adicional. A tragédia da escola Municipal Tasso da Silveira, no bairro de Realengo, Zona Oeste da capital fluminense não pode servir de inspiração para que fatos dessa natureza se tornem ameaça constante nas nossas escolas. Minha inquietude não é absurda, nem tão pouco exagerada. Mais um fato de violência seguida de morte aconteceu dentro de uma escola no país, dessa vez em São Paulo. Embora os dois casos sejam distintos, o drama e a tragédia tem a violência sangrenta como protagonista, a morte como desfecho e uma escola como cenário. Como noticiado, em São Caetano do Sul, município da grande São Paulo, o aluno do 4° ano do Ensino Fundamental, David Mota Nogueira, de apenas 10 anos, feriu a bala, a professora Rosileide Queiros de Oliveira, de 38 anos, na quinta-feira (22/09) e em seguida atirou contra a própria cabeça.
Foto: R7.com
A professora está internada no Hospital das Clínicas, na capital paulista. Após o primeiro tiro, David andou poucos metros até uma escada, apontou a arma contra a cabeça e puxou o gatilho. A criança foi levada com vida para o Hospital de Emergências Albert Sabin, mas não resistiu a duas paradas cardíacas e morreu. O revólver que David Mota Nogueira utilizou para atirar contra a professora e depois se matar pertence ao seu pai, o guarda-civil municipal de São Caetano, Milton Evangelista Nogueira, que trabalha na GCM há 14 anos. Se continuarmos tratando tragédias dessa ordem como fato casual ou circunstancial, estaremos vendando nossos olhos para o que não queremos enxergar. Já basta para a educação os problemas que ela tem que enfrentar na sua dura realidade, adicionar mais um, será um fardo pesado demais. Essa é a minha opinião.
Comentário(s)
11 Comentário(s)

11 comentários :

  1. Aqui a Comunicação Social referiu o caso,mas
    sem qualquer debate. Os pais têm que ter muito
    cuidado porque os filhos querem imitá-los.
    Que triste morrer uma criança assim...
    Realmente há necessidade de um maior diálogo
    com as crianças e analisar o que se está
    passando nas escolas.
    Tenha um bom domingo.Bj./Irene

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  2. Fala PC,
    Rapaz, o que está acontecendo com a juventude? Incrível como não está havendo mais tolerância, respeito e honestidade. As coisas estão indo para o lado errado. O lado da violência imbecil e desnecessária. Não há mais respeito ao professor e também não há mais respeito aos alunos. Há erros em ambas as partes.
    Complicado meu amigo.
    Um ótimo domingo pra você e família.

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  3. adoro este site vou segui-lo siga também o meu em:
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  4. Os jovens estão precisando de atenção.Pais e educadores devem estar atentos para o mais ínfimo sinal de que algo possa estar acontecendo e afetando-os.Muito comum jovens serem vítimas de alguma doença psicológica,principalmente a depressão,transtorno,síndromes maníacas dos mais variados tipos,neurose,doenças psicossomáticas e mais..Os professores principalmente,que têm(ou deveriam ter),uma sensibilidade maior,precisam estar muito atentos para qualquer sinal de desequilíbrio na conduta de uma aluno e logo comunicar os pais que,infelizmente,muitas das vezes não dão a atenção e carinho devidos aos próprios filhos.
    Beijão,PC!Um lindo sábado para ti.Dani.

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  5. Paulo César, sou professor. Tentarei ser objetivo neste comentário. Vamos lá:

    Há algum tempo venho dizendo que a educação brasileira se encontra em uma situação perigosa. A falta de professores e incentivo ao magistério é um fato real, crescente e os governantes não observam isso. Quem quer seguir o magistério em situações como as vistas todos os dias nas escolas e essa de São Caetano é apenas mais uma? Pode parecer insensibilidade o que estou dizendo, mas não se trata disso: as escolas, hoje, não possuem estrutura para lidar com os diversos problemas que os alunos trazem para a sala de aula. Que a escola não deve se omitir - e não se omite - é verdade, mas é preciso que tenhamos, além das coordenadoras pedagógicas, psicólogos e psicopedagogos nas escolas. O professor tenta assumir diversos papéis em uma carga horária desgastante e em salas lotadas: é uma bomba relógio.

    Bem, isso é na escola, da qual a sociedade espera muito, mas essa mesma sociedade vive doente: o estresse e a cobrança por resultados cada vez mais rápidos ( o sucesso) acaba levando a situações complexas. Na escola particular cansei de ver alunos desabando em lágrimas por conta da pressão de pais por causa de vestibular e da profissão que muitos são OBRIGADOS a "escolher". Aliás, muita coisa acontece nas escolas particulares que são "escondidas", pois o "marketing negativo" pode comprometer na escolha dos "novos clientes".

    abs

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  6. Bicho, vejo duas questões ai, primeiro: esse garoto não tinha um bom acompanhamento dos pais, acho e tenho certeza que não conversavam, e segundo, a negligência absurda do pai em não guardar bem essa arma. Triste mesmo, mais um caso brutal envolvendo adolescentes.

    Abração pra ti.

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  7. Olá meu amigo Paulo! Tudo bem?
    Boa aborgadem...triste situação!!!

    Tenha um bom fim de semana, bjos no coração.

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  8. Oi PC!

    Esse foi um caso surpreendente mas por alguma razão acho que está sendo pouco debatido. Muitos criticam os pais, o sistema educacional..mas já pararam para pensar que o garoto já nasceu com uma tendência psicopata?
    Isso parece exagerado mas é verdade...existem pessoas que nascem inclinadas para á psicopatia do mesmo modo que as pessoas nascem com o dom pra fazer alguma coisa. Acho que esse garoto era um exemplo. Talvez ele tenha ficado admirado com o assassino de Realengo e quis imitá-lo. Porque ele queria ver como era...queria saber a sensação..isso pode soar bizarro mas se pensarmos como um psicopata, ignorando que era uma criança...faz sentido.
    Claro que as mulheres compoem o mundinho dos animes e mangás...e como! Elas são memoráveis e queridas por muitos fãs...obrigada pela sua presença sempre aqui no blog, PC! Fico muito feliz que, mesmo vc não curtindo ,muito esse lance de anime, está sempre vindo no meu blog para comentar!
    bjs

    http://www.empadinhafrita.blogspot.com

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  9. Paulo César, realmente não podemos considerar essas tragédias como circunstanciais nem como banais, mas se deve encarar como uma possibilidade e perpetrar um sistema de prevenção, pois, como diz meu avô, não se deve fechar a porta somente quando o ladrão invadir a casa. Sua preocupação é pertinente e deveria ser também das autoridades.

    Parabéns pelo artigo e pela opinião sóbria!

    Abraços!

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  10. Meu amigo PC a base familiar está muito deteriorada e que sofre são aqueles que muito mal pagos tentam ser professor, pai, mãe e acabam na ponta de uma faca ou na mira de uma bala de um filho sem pai e mãe é muito triste mas essa realidade tem que mudar, os professores tem que reagir pra mudar esse triste quadro no Brasil

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  11. Amigo, fiquei estarrecida com a notícia, primeiro pelo absurdo do fato em si, segundo por ser na escola que estudei, tão pertinho de mim e da minha realidade, e terceiro por ser uma criança de apenas dez anos, como um dos meus filhos. Tudo isso junto me perturbou muito e só mostra o constante desassossego que vivemos em relação aos nossos filhos e o mundo.
    Abraço

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